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     Curiosidades
 
16/11/2011  - O caso do advogado metido a esperto
 
Giacomo Mastroiani - www.direitoce.com.br

Todo mundo sabe que advogado apronta as mais curiosas situações em plenário para livrar a cara do cliente. Há algum tempo, um cidadão conseguiu escapar dos rigores da cadeia graças ao bem bolado expediente de ler longos trechos da Báblia, o que acabou influenciando o Júri de maneira benéfica para o réu. Um expediente sui generis que deu certo.

Pena que a vítima desse hábil leitor de Bíblia não tivesse tido a mesma oportunidade, antes de ser levado desta para melhor. No curioso, às vezes até pitoresco cenário de um Júri Popular ganha o mais convincente e mais hábil no mister de transformar feras em anjo e para tanto cada qual procede de acordo com as circunstâncias do processo. Muitas vezes, uma frase pode mudar todo o transcorrer de um julgamento e uma prova definitiva dos autos pode, simplesmente, virar pó mudando todo o rumo da acusação.

Entre todos os grandes criminalistas que atuaram nos fóruns capixabas, dois se destacaram e deixaram seus nomes marcados na história forense capixaba. Um deles foi o saudoso Eurico Rezende (que mais tarde trocaria o Direito pela política, chegando a ocupar o cargo de governador do estado), e o outro foi o não menos saudoso Vinicius Bittencourt, que deixou publicados vários livros que tratam do Direito Penal brasileiro.

Ambos eram mestres no plenário do Júri. Enquanto Eurico Rezende usava um longo e robusto charuto cubano para prender a atenção dos jurados (eles chegavam até a apostar quando a cinza do charuto desabaria no chão), o velhor Vinicius falava com voz macia e delicada, capaz de fazer água se transformar em vinho.

Os júris em que atuavam era sempre um espetáculo de réplicas e tréplicas, algumas vezes os promotores e advogados da acusação se viam em palpos de aranha ao sentir seus argumentos irem por água abaixo.

Hoje, os júris populares perderam muito daqueles embates homéricos, quando advogados da defesa e promotores públicos disputavam verdadeiras batalhas diante dos sete jurados que decidiam o futuro dos réus.

Entre as muitas histórias dos júris, destaca-se aquela em que um advogado inteligente, para livrar a cara de um cliente, aconselhou-o a se fazer de maluco. Seria a única maneira de escapar, bastaria o tal cliente responder todas as perguntas do juiz com um lacônico “Olha os zoinho dele...”. Em assim sendo, no interrogatório não deu outra: a todas as indagações do magistrado, o réu, na maior cara de pau do mundo, respondia, com um sorriso idiota nos lábios:”Olha os zoinho dele...”.

O juiz, depois de algumas dezenas de perguntas e de respostas iguais, achou por bem mandar o acusado a exame de sanidade mental, despachando no processo que se tratava de uma “personalidade neurótica evidenciada pelo seu comportamento de visível desequilíbrio mental”.

Com mais meia dúzia de providências legais dentro do caso, o advogado conseguiu provar que seu cliente era realmente maluco e garantiu sua liberdade.

Mas se conseguiu garantir a liberdade do cara de pau, o mesmo não ocorreu com seus honorários. Isso porque, quando foi cobrar o preço estipulado pelos seus serviços profissionais, o advogado atônito, ouviu do “maluco” a célebre resposta: “Olha os zoinho dele...”.

E nessa do “Olha os zoinho dele...”, foi-se embora sem pagar. Era o feitiço que se virava contra o feiticeiro.

Como se vê, algumas vezes, a caça come o caçador. É bem difícil, mas que acontece, acontece...

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