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19/12/2018  - MT: Policiais militares que mataram presos são sentenciados
 
Ulisses Lalio - TJ-MT

O hit nas rádios era a música ‘Temporal de amor’ da dupla sertaneja, Leandro e Leonardo. Na TV a série ‘Família Dinossauro’ estava no auge e o filme nos cartazes de todos os cinemas era ‘O Guarda-Costas’. Enquanto a sociedade ainda digeria estupefata o grande massacre na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru), com 111 presos mortos após intervenção militar, a pacata e quase tricentenária cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá), em Mato Grosso, vivia situação semelhante com a chacina de três encarcerados no presídio local. Assim como no episódio mundialmente conhecido, pelas mãos e colaborações diretas de dois policiais militares, em 16 de março de 1992.

De acordo com o processo, o militar que liderou um grupo de extermínio e invadiu a cadeia com o intuito de assassinar três detentos foi sentenciado pelo Tribunal do Júri. Após quase 10 horas de julgamento, veredicto foi dado ao caso mais antigo da comarca ao condenar o sargento Carlos Alberto da Silva, à pena privativa de liberdade de 43 anos e seis meses de reclusão; e a absolvição do soldado Antônio Luiz Gonzaga.

Ao rememorar a história, os autos narram que o sargento Carlos acompanhado de dez pessoas, com a ajuda do soldado Gonzaga que abriu o portão. Liderado por Carlos Alberto os homens encapuzados dominaram dois soldados, que estavam dormindo, amarrando-lhes as mãos com corda de náilon e mantiveram–nos sob a vigilância de 5 homens fortemente armados.

Os demais seguindo o sargento Carlos, dirigiram-se à área onde se localizam as celas e chamaram pelo nome de Marcão. Com o auxílio de um macaco hidráulico, estouraram o cadeado da cela do preso Marcos Nunes Nery e portando armas de fogo gritaram “Marcão, viemos te buscar... sua turma caiu e te entregou”, e após as palavras seguiu-se uma saraivada de balas que atingiram Marcos, Antônio Manoel Barbosa e Darci Pereira da Silva.

Durante a ação criminosa o soldado Gonzaga manteve-se deitado ao solo, simulando que fora rendido pelos Sargentos Carlos e demais infratores. O sargento Carlos e os demais deixaram o presídio levando consigo Mario Ortiz Parada sendo desconhecido, até o presente, o destino que lhe deram.

Vinte e seis anos depois, se ainda vivo o sargento tem 58 anos e o soldado que reside ainda na cidade já alcançou o sexagésimo aniversário. Condenado há quase meio século de prisão, Carlos Alberto está sem destino certo e é considerado foragido pela Justiça.

O júri, presidido pelo juiz Elmo Lamoia de Moraes, foi feito no último dia 29 de novembro e encerrou o Mês Nacional do Júri na comarca. Mês especial para o esforço concentrado para os tribunais de todo o país para julgar crimes hediondos – homicídio e tentativa de homicídio.

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