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23/04/2026  - MPSP: Filho que matou a mãe por interesse financeiro é condenado a 27 anos
 
MPSP

O Tribunal do Júri no Guarujá condenou, nesta quinta-feira (16/4), um homem denunciado pelo promotor Renato dos Santos Gama após matar a própria mãe. Pelo crime de homicídio mediante asfixia, por motivo torpe, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar, a pena ficou em 27 anos de prisão em regime inicial fechado. Já por fraude processual, a pena ficou em 6 meses de detenção.

No plenário, o também promotor Rui Fellipe Nicolai Xavier Silva Buchmann sustentou que o crime foi premeditado e motivado por interesses financeiros. As investigações apontaram que, apesar de a vítima já ter arcado com a formação universitária do filho e adquirido uma motocicleta para ele, o réu continuava a exigir dinheiro, bens e o custeio de um novo curso superior. Ele também pressionava a mãe a vender ou alugar o imóvel da família para se mudar para uma região mais valorizada, o que gerava conflitos frequentes entre ambos. Diante da recusa em atender às exigências, o homem decidiu matar a vítima com o objetivo de obter o patrimônio e eventuais valores de seguros.

Conforme apurado, o acusado surpreendeu a mãe dentro da residência onde ambos viviam, derrubou-a no chão e passou a esganá-la até a morte, sem qualquer possibilidade de defesa. Após o homicídio, ele permaneceu no imóvel com o corpo, chegando a assistir televisão e dormir normalmente. No dia seguinte, tentou simular surpresa ao encontrar a vítima já sem vida, além de alterar a cena do crime para dificultar a investigação, escondendo o equipamento de gravação do circuito interno da casa com o intuito de eliminar provas.

O laudo necroscópico confirmou que a morte ocorreu por asfixia mecânica por constrição cervical, compatível com estrangulamento. A acusação também demonstrou que o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e foi praticado de forma a impedir qualquer reação da vítima, atacada de maneira inesperada.

O caso teve atuação também da promotora Mariana Maximo Ramos.

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